Cuidado Com a BSL

Cuidado Com a BSL

Vítimas do sensacionalismo e do preconceito, os Rottweiler e os Pit Bull, entre outros cães classificados como potencialmente perigosos pela Legislação Específica Para Determinadas Raças de Cães (BSL, Breed Specific Legislation), estão constantemente nas notícias. Os jornalistas, os políticos e as autoridades têm vindo a ser os principais propulsionadores desta histeria colectiva que se tem apoderado da sociedade portuguesa.

Lamentavelmente, quando se fala de cães de raças classificadas como potencialmente perigosas, o "potencialmente" fica quase sempre esquecido. Fazem-se generalizações inconsequentes para toda uma raça ou raças, contribuindo assim para o medo generalizado na população e para a consequente estigmatização destes animais e das famílias que os têm ao seu cuidado.

Os cães ditos potencialmente perigosos não são perigosos nem maus por natureza, como se demonstra facilmente pelos milhares de cães destas raças que vivem harmoniosamente em famílias humanas uma vida inteira. Também a quantidade de ataques de cães de raças consideradas potencialmente perigosas é estatisticamente pouco significativa face ao número total de animais dessas raças. A taxa de ataques de animais de outras raças ou de raça indefinida é bem maior, mas esses ataques não são notícia.

Na verdade, todos os cães são potencialmente perigosos, pois todos eles têm o potencial para causar ferimentos graves a terceiros. Minimizar esse perigo é responsabilidade daqueles que têm os cães a seu cuidado. Tal como o facto de alguns pais tratarem as crianças de forma negligente não significa que devemos impedir toda a gente de ter filhos, também o facto de algumas pessoas tratarem os animais de forma irresponsável não significa que devemos banir determinadas raças nem punir os cães.

Podemos ver aonde chegou o ridículo pelo exemplo do jornalista Ferreira Fernandes, o qual defende que se deve «acabar de vez com os Rottweilers». Segundo este jornalista premiado que é actualmente redactor principal da revista Sábado, «todos os cães perigosos (a lista deles é oficial) deviam ser abatidos ou colocados em situação idêntica aos animais dos zoos, controlados». Acrescenta ainda que «perigosos são os cães perigosos, os donos dos cães perigosos e os criadores dos cães perigosos». Esqueceu-se talvez de referir o quão perigoso é não ter um pouco de bom-senso. Perigosas são as pessoas que defendem a segregação com base no preconceito.

Da GNR de Santarém chega-nos mais um lamentável exemplo transmitido numa reportagem da TVI. Os elementos da GNR estão a levar a cabo uma campanha de (des)sensibilização nas escolas da região, dizendo às crianças que há "cães muitos perigosos" (sim, a GNR não fala em cães "potencialmente perigosos" como consta da lei, mas sim em cães "muito perigosos"). Mais, numa atitude completamente anti-pedagógica, ensina-se às crianças que não devem auxiliar um cachorrinho abandonado, porque esse animal poderá ser um cão "mau", um cão "muito perigoso", que depois de crescer vai atacar os membros da família.

As autoridades policiais parecem agora orgulhar-se de zelar pelo cumprimento escrupuloso da legislação sobre cães potencialmente perigosos, mas ignoram a mais básica da medida de segurança para cães e pessoas: todos os cães têm de passear à trela (ou açaimados). Que país é este onde as autoridades ignoram as mais elementares leis de segurança e se prefere criar leis mais restritivas que só prejudicam os animais de determinadas raças e os cidadãos cumpridores?

Poder-se-á ainda referir o exemplo de Beja, onde o histerismo chegou ao ponto de o presidente da câmara apelar à denúncia popular, contribuindo para tornar os animais destas raças e as respectivas famílias em alvo de perseguição, censura popular e exclusão.

Quanto aos marginais que utilizam os cães para fins ilícitos, esses podem prosseguir alegre e impunemente com os seus intentos sem se preocupar minimamente com esta má e fraca legislação, da mesma forma que nunca se preocuparam até aqui.

30 Comentários

a minha cadela morreu ha 2 dias - SIDNEY; era uma rottweiler cruzada com dalmata e não era agressiva nem tinha comportamentos inadequados; era amiga, meiga e fiel aos seus donos; sempre tive cães e nunca nenhum foi tão amistoso como a Sidney; infelizmente há muitos preconceitos em relação a determinadas raças (o que eu acho um erro), até porque os cães só fazem o que os donos ensinam; é tudo uma questão de formação....

tenho andado a fazer uma pesquisa pois aqui em beja por várias vezes tive de interpelar jovens (13 aos 17) por passearem livremente junto a habitações com dois pit bull sem trela ançaimo ou qualquer tipo de preocupação. a resposta é .. eles não mordem ... não temos dinheiro para o ençaimo.. etc.
É curioso ver que em todo o país os Amigos dos Animais respondem quase todos da mesma maneira ... "já fui interpelado e questionado pelo ançaimo" até mesmo aqui no site podem ler.
engraçado. eu pensei que todos temos direitos. . desde que não se sobreponham aos dos outros.
EU gostava de exercer o meu direito de ser livre de andar pela rua sem ter de estar preocupado com um ataque de um "cão que nunca tinha mordido ninguém"

tenho um simplesmente cão ele é na verdade uma fera de 25 cm de altura é ele que manda na casa e ninguem entra na minha casa se eu não estiver pessoalmente pra abrir o portão ,eu nunca bati nele e nao deixei ninguem bater e ele é desse jeito por culpa minha ele é o rei da falta de educação mas pra mim ele é a criatura mais pura da minha casa

Tenho uma cadela da raça pit bull, sei que sua mordida pode machucar muito e que tem muita força, mas nem por isso deve- se extingui-los. nunca levei uma mordida se quer de cães acima mencionados como de raças potencialmente perigosas, mas quanto a cães de rua já levei muitos sustos e 3 mordidas profundas!!
Devería-se ter preocupação com os cães de rua, que atrapalham o trânsito, mordem e ferem tanto como qualquer cão, espalham doenças, estouram os sacos de lixo emporcalhando as cidades e fazendo sujeira e não com cães que estão sendo bem tratados e estão sobre controle dos donos!!!
Concordo com o controle, em relação aos pit bulls, pois há ignorantes que compram essa raça, o tratam mal e até o soltam nas ruas, o que é muita falta de educação e inteligência.
se cada pessoa tivesse um cadastro com fotos e carterinhas para cada cão que possui junto a uma instituição responsável, com autoridade de punição por maus tratos e irresponsabilidade creio que não haveriam mais problemas com cães de rua que só incomodam!!
Pessoal, abram os olhos!!!
De que adianta culpar somente algumas raças por serem consideradas mais perigosas que outras, e aplicar sobre elas leis, que não mudará a realidade das pessoas que sofrem ataques de cães de outras raças??
Extingue-se os pit bulls e rottweilers, mas as pessoas continuam sendo atacadas por vira-latas e outros.
Só deve se tomar providências radicais se as mesmas resolverão o problema inteiramente. Ou só será tempo e dinheiro postos fora!!!

Não tenho nenhum Pit Bull ou Rottweiler, tenho um São Bernado lindo com um ano, mas entendo bem as vossas preocupações porque adoro toda a espécie de animal.
Também já fui abordada pela polícia porque quer que o 'BIG' ande açaimado.
É uma pena que as nossas entidades se preocupem mais em abater animais do que em punir os donos inconscientes e selvagens que se lhes matam os animais, rapidamente os substituem pois estes são para eles mera mercadoria de diversão.

I love My pitbull. Não acabem com eles, juntos faremos a diferença!

Acho que há aqui um ponto importantissimo...Qualquer cão poderá consoante as circunstâncias ter uma atitude agressiva. Mas a questão aqui é mesmo essa...qualquer cão!!! Eu tenho um Dogue Argentino (Raça PP) e já fui abordada (entre outras vezes) por um sr. que diz "Meu Deus gosto de animais tenho um pastor alemão, mas não sei como podem ter bichos desses e andar com eles na rua"...curioso... digo eu, quando pequena fui mordida pelo Pastor Alemão do vizinho. - Até mesmo pessoas que têm animais se escondem por trás do facto do deles não estar nesta lista...mas por não estar não deixa de morder. Esta lista só faz com que alguns andem á solta mesmo de porte grande e possam morder(como o meu já foi por 2 rafeiros grandes à solta) enquanto os nossos são apontados se forem 2 segundos sem açaime. A justiça aqui é só para alguns...e quem tem um animal destes, ao contrário do que as pessoas dizem, está mais sujeito a ter problemas porque todos os outros podem andar à solta (mesmo que contra a lei) porque ninguem olha duas vezes...desde que não seja PP...e tudo isto se deve entre outras coisas porque casos violentos em cães que não destas raças ninguem os reporta...

www.peloscaes.org

Este assunto é bem mais complexo do que parece, mas acho óbvio que as atitudes dos animais reflectem aquilo que os seus donos os estimularam a fazer. acho também que o paralelismo que se estabelece entre determinadas raças e os seus comportamentos realmente existe, mas não devido às raças em si, antes sim devido a intenção que as pessoas têm quando adquirem uma determinada raça. ora não me digam que uma pessoa que compra um Rottweiler tem em mente que o cão vai ser a coisa mais amorosa deste mundo! Não que o cão não tivesse capacidade para sê-lo, mas a intenção da pessoa que o adquire é normalmente ter um cão que meta medo ou respeito como algumas pessoas gostam de confundir as duas palavras.

parabéns pelo vosso blog e pela vossa página. não poderia deixar de dar o meu comentário, visto eu ser uma defensora da raça canina. acho que a lei que saiu não deveria ser aplicada aos animais, mas sim aos seus donos que fazem do seu animal uma máquina de matar. se para ter uma arma tem que se fazer testes psicológicos, essas pessoas também o deveriam fazer, porque um animal seja de que raça for deve ser tratado com carinho e amor. pois perigoso é o ser humano, não os animais.

Ainda bem que ainda há pessoas sensatas e que gostam de animais. Muitos parabéns à Pelos Animais. Se os animais são "muito perigosos" é porque foram educados ou tratados de uma tal forma que ficaram perigosos. Acho completamente absurda a lei que diz que todos os cães têm que andar de trela. Então os donos dos cães da GNR também têm que obedecer a esta lei?
Conheço um cão rafeiro que era muito meu amigo. Por ele ser feio, as pessoas começaram a tratá-lo mal e ele começou a ficar agressivo e a morder. Trataram-no de tal maneira mal, que até já está agressivo comigo. O dono deste cão, quando ele ainda era pequeno, abandonou-o.

Muito obrigada, D. Claudia Hoyle, por explicar que um cão com problemas comportamentais além de dever ir ao Veterinário também deve ir a um especialista em comportamento animal. É que se os nossos animais têm desvios de comportamento, é preciso reeducá-los e não esperar que o inevitável aconteça.
D. Isabel se os seus vizinhos têm problemas com esse animal em questão, já pensaram em treiná-lo, reeducá-lo, fazer terapia comportamental? Seria uma boa ideia. Se não têm tempo, porque ter tantos animais? E para mais animais que precisam de uma educação e treino mais direccionado.
Mas o que está em questão é que devemos defender os animais todos, de qualquer espécie ou raça. A Alemanha e o Reino Unido são bons exemplos que não são leis deste género que funcionam e evitam problemas.

Parabéns à Pelos Animais. Sim, já fui mordida por um pastor alemão, mas graças a ter uma avó que adorava animais e por ter sempre partilhado o meu espaço com eles nunca vou ter medo ou desrespeito por eles. Já pelos seus donos e como os tratam dava pano para mangas. Sou pelos Animais

há pessoas que nem delas sabem tomar conta, quanto mais ter um cão em casa. tudo passa pela educação e por ai se vê a raça dos donos. tenho dois cães, 1 grande e 1 pequeno. vão à rua sem trela, andam sem trela fora habituados a fazer isso--os nossos políticos só fazem leis é tudo uma cambada ***, vão trabalhar e deixem os pobres dos animais e vejam mas é a raça dos donos

por favor, vamos todos defender os direitos dos nossos queridos pareceiros de boas e más faces das nossas vidas, mais do que ninguém eles são os nossos maiores amigos, que sempre nos defendem, desta vez somos nos que os temos que defender!todos juntos vamos conseguir...

Parabéns à "Pelos Animais" por este artigo. Bem hajam e sempre pela proteção e defesa dos animais. Sou possuidor de 1 casal de Rotts e cá em casa vivemos 4 pessoas, eu, a minha mulher e 2 filhas com 9 e 4 anos. Os meus Rotts são doceis, muito meigos, bastante dedicados a toda a familia e muito alegres e brincalhões. Não calculam a alegria das minhas filhas aos fins de semana no jardim a correrem com os cães, a jogarem à bola e depois de tanta folia,encontro-os aos 4, filhas e cães, deitados na relva, com elas em cima deles como se fossem almofadas. Nunca se ouviu uma rosnadela e quando ladram é para desafia-las a continuarem a brincar. Será isto potencialmente perigoso? Ou será mais perigoso as "nossas" crianças crescerem com medos e receios por não saberem como lidar com cães? É preciso ter em conta, que hoje as nossas crianças governarão o mundo de amanhã, e que talvez com medo de manifestações de sectores da Educação, de protestos da area da Saúde e mais algumas contrariedades, tais como taxa de desemprego, insegurança nas ruas, se lembrem de legislar contra o Pai Natal, porque afinal não existe. Sejamos audazes, esta proposta de Lei, é uma manobra de diversão para nos distrair dos efectivos problemas, esses sim potencialmente perigosos, do nosso Portugal. Perigoso é o ser humano quando não é instruído sobre o assunto. Se é preciso mudar algo, então que se mude a mentalidade dos proprietários dos "Cães Potencialmente Perigosos", pois se os cães vão conviver na sociedade e fazem parte do nosso dia a dia, então é necessário sociabiliza-los.

Gostaria de comentar um outro comentário feito por uma senhora chamada Isabel que descreve o problema com o qual tem vivido no seu bairro com pastores alemães. Em primeiro gostaria de dizer que tenho pena que tenha que viver lado a lado com um cão tão agressivo e em segundo dizer que tenho pena do cão tanto quanto tenho pena da sua situação. Os donos desse cão são irresponsáveis porque adquiriram um cão com uma predisposição genética para a possessão territorial (não agressão) e que se não for ensinado correctamente despoleta episódios agressivos. A D. Isabel claro que está ao corrente das centenas senão milhares de pastores alemães que no mundo fazem os mais variados trabalhos a favor do ser humano, detecção de bombas, apoio a deficientes, trabalho para surdos e cegos. Se o problema residisse na raça como a senhora está a insinuar, como seria possível usar um pastor alemão para tais tarefas? Não existem de facto raças nenhumas hoje em dia com propensão genética para a agressão. Existem sim, cães com predisposições diferentes que têm que ser educados e isto está única e exclusivamente nas mãos dos seus donos. Os seus vizinhos parecem pessoas indicadas para ter um cão de porte pequeno que precise de pouco exercício físico. Não se engane, a lei que está prestes a entrar em portugal é uma que já foi imposta em vários outros países e o facto é que não só os problemas não estão resolvidos como agora as listas que começaram com 4 ou 5 raças amontam já a 19 raças como na Alemanha. Eu sou treinadora e especialista em comportamento canino e posso apenas adicionar que os donos desse cão deveriam procurar ajuda de um comportamentalista e não de um veterinário. O problema do cão é um de agressão e precisa de ser tratado e não deixar andar. Só vai tornar-se pior com o tempo até que um acidente feio aconteça e saia nos jornais sensacionalizado como um ataque de X raça. A responsabilidade cabe-nos a todos, como vizinhos, donos, veterinários, treinadores, indivíduos de reconhecer que domesticamos um animal e que por ele temos que ser responsáveis. Responsabilizar o animal irracional é infrutífero, porque pessoas como os seus vizinhos a seguir vão buscar um dalmata, prendê-lo à parede e ter o mesmíssimo problema.

tenho uma boxer e uma pit bull, são as melhores amigas impossiveis de separar. infelizmente ha pessoas que por nao gostarem de qualquer animal nem as racas deferenciam, elas passam as duas pela mesma raça. ontem fui passear com elas e por verem a pit bull de açaime alegaram logo que era má. onde é uma pit bull que se preocupa com crianças quando as ve em perigo. para mim o problema sao pessoas que nao sabem educar os animais (quaisquer caes), alimentando-os poucas vez e com pouca agua para depois serem levados para lutas. e ainda pior a policia sabe e nao faz nada... tenho muita pena de por UNS PAGAM TODOS...as minhas meninas sao o que tenho de mais precioso.

Tambem felicito a Pelos Animais por esta iniciativa, sobre estes animais "potencialmente perigosos".Gostaria no entanto de comentar este assunto da seguinte maneira: este tipo de legislação, que em Portugal parece que nasce de uma forma anormal, parece ser sempre produzida por gente que nada entende do assunto a que tal lei diz respeito. Nas sociedades em que tal acontece e mais neste particular caso, do que se trata é sim do regresso à barbárie, não se tratando de evolução das mesmas; já agora, porque não a lei de talião para os nossos muito bem conhecidos estafadores do erário publico, corruptos, pedofilos, que são muito bem conhecidos de todos nós!? Já agora, por acaso repararam em alguma iniciativa das organizações civis que supostamente tratam/defendem os animais? Ou as esterilizações/castrações massivas vão ser bom negocio?

Cara D. Joana,
Em relação à sugestão que me faz no seu comentário, permita-me discordar com o que propõe e explicar as razões dessa discordância.
Em primeiro lugar, se reler o comentário que enviei anteriormente verificará que em parte alguma do texto há, da minha parte, acusação, explícita ou implícita, relativamente à responsabilidade que os meus vizinhos têm no comportamento do animal. E não posso acusá-los de tal porque efectivamente não têm. Como referi no texto anterior, os meus vizinhos têm mais duas cadelas, uma Cocker e uma cruzada de porte médio e nenhuma delas demonstrou ser agressiva. São cadelas simpáticas; a Cocker é até um pouco medrosa e a cruzada é brincalhona. Os meus vizinhos já comentaram comigo que não percebem porque é que a cadela é assim porque nunca promoveram a agressividade do animal, o que eu acredito porque são gente pacífica, e quando a trouxeram para junto deles até a deixavam sair à rua livremente para que se habituasse a passear à vontade. Mas a cadela foi atropelada uma vez e, com receio que voltasse a acontecer, nunca mais permitiram que saísse livremente. São pessoas muitíssimo ocupadas, com 3 filhos, negócios e casa para gerir e, portanto, não dispõem de tempo livre para passear a cadela. Se estiverem presentes quando a cadela ladra, rosna e se atira contra as vedações, impedem-na de o fazer e repreendem-na. Quando a cadela atacou a parceira de quintal, consultaram um veterinário para aferir até que ponto o bicho poderia ser perigoso para os membros humanos da família e se havia probabilidades de futuramente provocar a morte de alguma das suas companheiras caninas de quintal. Foi-lhes dito que esse incidente devia ser um caso isolado provocado pela aproximação do cio e que, provavelmente, não voltaria a acontecer, pelo que esse veterinário não achou necessário o abate do animal. O parecer deste veterinário não foi ao encontro do da veterinária que assiste os meus animais que me disse que não é de todo normal uma cadela atacar outra com quem vive há anos só porque entra no cio e que essa demonstração de agressividade poderia, um dia, estender-se a um dos filhos do casal por considerá-lo inferior na escala hierárquica da “matilha” que é a família. E agora, qual dos dois tem razão? A Sr. D. Joana tem conhecimentos técnicos para avaliar a correcção de algum destes pareceres? Eu não tenho, mas se estivesse nos sapatos dos meus vizinhos jogava pelo seguro tratando-se do bem-estar e da vida dos meus filhos.
Quando a cadela atacou a minha gata malhada, a Gorda, furando-lhe os pulmões e deslocando-lhe os órgãos abdominais, fizeram o que puderam, neste caso a filha adulta, para parar o ataque. Devo referir que o ataque aconteceu no quintal deles porque a minha gata foi salvar o filhote de 4 meses, o Nanico, que ingenuamente se atreveu a explorar o jardim deles. Por essa razão, não mencionei este incidente no relato anterior. Depois de resgatarmos a Gorda da boca da fera, fomos descobrir o Nanico já no meu quintal com dificuldade em respirar, coberto de saliva de cão, e percebemos porque é que a Gorda, tão cuidadosa nos seus passeios, se tinha atrevido a ir para o “lado proibido”; foi em salvação do filhote e a sua coragem ao enfrentar a cadela permitiu ao gatinho fugir. Ambos sobreviveram ao ataque, depois de cirurgias e internamento durante uma semana que me custaram uma fortuna e que não posso imputar aos meus vizinhos.
Também esta extrema agressividade que a cadela demonstra em relação aos gatos, não só aos meus, é inexplicável porque, segundo os vizinhos me contaram, a cadela foi criada com gatos.
Em segundo lugar, em parte alguma do meu texto afirmo que a cadela deva ser abatida. Eu sei o quanto custa retirarem compulsivamente um animal da nossa esfera afectiva. Os filhos do casal, apesar de algum receio que ocasionalmente possam sentir, estão ligados afectivamente à cadela, pelo que seria uma tremenda crueldade da minha parte exigir ou, até, sugerir tal.
O que se passa é que o bicho é inatamente propenso à agressão e dado que já tem mais de 6 anos é quase impossível reeducá-la. Segundo me disse a veterinária que assiste os meus animais, os comportamentos que os animais desenvolverem ou mantiverem até aos 2 anos dificilmente serão corrigíveis.
E agora aqui é que eu queria chegar! Tal como acontece nas pessoas, há animais que são inatamente propensos à agressão. Não significa tal que todos os Rottweiler, Pitbull e afins o sejam, mas são animais fisicamente muito pujantes e com uma potência de mordida muito elevada. Se adicionarmos essa característica a uma eventual tendência agressiva, temos verdadeiros assassinos presentes na nossa comunidade.
Não podemos viver numa sociedade e exigir risco zero em todos os campos da nossa vida. Haverá sempre acidentes rodoviários por muito conscienciosas que as pessoas sejam na sua condução, haverá sempre intoxicações alimentares apesar da apertada legislação e inspecção sanitária, haverá sempre assassinos, ladrões, traficantes, violadores, proxenetas apesar das leis estabelecerem a proibição de matar, roubar, traficar, violar o explorar sexualmente o próximo. O que podemos é, na nossa eterna imperfeição humana, criar quadros legais que evitem e punam tais acções maliciosas.
Da mesma forma que prendemos os nossos malfeitores humanos, devemos também limitar, constranger e punir as acções daninhas dos animais. E, no caso destes, amigos, convenhamos que não há outra forma de agir. Os animais não compreendem o conceito abstracto de respeito. Nos grupos animais, alcateias, bandos, matilhas, etc, a escala hierárquica é sempre estabelecida pela força. Observem o que se passa nos bandos de leões em que o macho adquire a posição alfa expulsando o anterior pelo confronto físico e nas alcateias em que os membros mais fracos são fisicamente humilhados e submetidos pelos mais fortes.
Há, no entanto, nos animais, sobretudo nos mamíferos, uma inteligência muito maior que aquela que comummente assumimos. Aqueles de vós que tiverem mais de um animal da mesma espécie, digam-me se é ou não verdade que cada um deles demonstra características de personalidade diferentes: tiques, teimosias, acessos de mimos ou de irritação.
Desta nova lei que irá ser aprovada não vai resultar o abate compulsivo de animais daquelas raças, já existentes e registados. Vai proibir-se o comércio e criação de tais raças, evitando que o número destes animais potencialmente perigosos continuem a aumentar. Aqueles de vós que tenham um animal de uma daquelas 7 raças, não vão ficar sem ele; irão mantê-lo, alimentá-lo, tratá-lo, brincar com ele, enfim, amá-los até que a idade, a doença ou o acidente o leve.
No estado de evolução técnica e tecnologia actual, o cão não tem para o cidadão comum, excepto no pastoreio, uma função de trabalho insubstituível. Senão, vejamos: a guarda do nosso património é mais eficazmente efectuada por alarmes, a caça, para nós que respeitamos os animais, já há muito que deveria ter sido proibida (coisa cruel, andar atrás dos bichos para lhes dar um tiro). Os cães usados para funções específicas como a detecção de narcóticos, de pessoas soterradas, de cadáveres, de explosivos, o controlo de motins, etc. estão todos salvaguardados da aplicação desta nova legislação como já estavam no DL 312 de 2003, assim não contam para esta exposição.
Portanto, para o cidadão comum, além do pastoreio, o cão só tem uma função na qual é insubstituível: ser estimado. E em troca da nossa estima eles dão-nos o seu amor incondicional. E para isso é preciso o animal ter raça? Não, basta que seja um porreiraço, divertido, brincalhão, simpático e que não nos destrua o quintal, o carro e a casa como o meu Tera faz, mas mesmo assim eu adoro-o. É suficiente. Daí que acho particularmente estranho aqueles que amam os animais os comprarem.
Não comprem animais, adoptem-nos. Não são património, são amigos.
Ainda para a Sra. D. Joana, responda-me a esta pergunta: mesmo que houvesse culpa dos meus vizinhos no comportamento da cadela e as autoridades exigissem a sua responsabilização através do pagamento de uma multa, isso alterava o quê na minha situação? A cadela ficaria mais dócil e sociável porque os donos pagaram umas centenas de euros ao Estado? Não me parece.
Muito mais há para dizer, mas a minha exposição já vai longuíssima.
Bem hajam por reflectirem sobre este assunto, é sinal que respeitam a bicharada.

Realmente vivemos num país terceiro mundista onde os animais não são respeitados e muito menos protegidos.
O grave problema dos cães potencialmente perigosos são única e exclusivamente os proprietários, porque encontram-se animais destas raças extremamente meigos e sem comportamentos agressivos.
Em qualquer animal, seja uma raça potencialmente perigosa, um "rafeiro" ou um Pinscher - sem querer particularizar, o seu temperamento pode ser moldado e formado à imagem do que o proprietário deseja. Trabalho com animais e vejo donos a instingar os seus animais, de vários tipos de raças, desde Pit Bull's a Chihuahua's, a serem agressivos - será que o verdadeiro problema está nos animais ou nos seus proprietários? Devemos Esterilizar os cães ou os proprietários? Não será melhor responsabilizar os proprietários? Mas certamente é mais fácil atacar quem não se pode defender, principalmente num país onde os animais não têm direitos.
Já agora, Dona Isabel D, o problema será do cão do seu vizinho ou do seu vizinho que não se preocupa, aparentemente, com o que o animal de companhia que têm sob a sua responsabilidade, faz? Não é só tê-los é preciso tratá-los e se eles têm desvios comportamentais, educá-los. Em vez de se abater o cão do vizinho não será preferível responsabilizar o vizinho e fazer com que ele treine o cão para que este se torne sociável?
Joana

Só defende o direito à propriedade de tais animais quem não vive ao lado de um e teme constantemente pelo bem-estar e mesmo pela vida, sua e dos que lhe são queridos! Vivo numa moradia geminada e os meus vizinhos têm uma cadela pastor alemão do mais agressivo que pode haver. As chapas metálicas que servem de vedação entre o meu quintal e o deles estão todas marcadas das unhas do animal que se atira contra elas na tentativa de morder quem está deste lado do quintal, conseguindo projectar o focinho para o lado de cá. Por duas vezes safei-me de ser mordida desta forma pela cadela. A primeira, encontrava-me agachada rente à vedação a tratar de um vaso; quando me levantei, saltou e consegui arrancar-me alguns cabelos; mais uns centímetros e tinha-me arrancado um bocado da cabeça. A segunda, fui fechar a portada da janela da cozinha que fica junto à vedação e safei-me de ser mordida na cara porque os meus reflexos foram rápidos e recuei a tempo. Não posso usufruir do meu espaço exterior porque o animal não pára de se atirar contra as vedações e de ladrar furiosamente quando sente movimento deste lado do quintal. Ler um livro no quintal é impensável, cortar a relva, tratar de vasos ou almoçar no quintal é um inferno de fúria canina. As leis camarárias não permitem que construa vedações mais altas e a GNR diz-me que se os donos tiverem o animal devidamente legalizado nada pode fazer até que aconteça alguma situação de risco. Portanto, resta-me gastar uma fortuna, que não tenho, com um advogado e entupir ainda mais o sistema judicial português para requerer a remoção ou o controlo mais apertado do animal.
Já por cinco ou seis vezes o animal em questão se escapou do quintal dos donos, uma das quais irrompeu pelo quintal de um vizinho a dentro em perseguição de um gato e noutra tentou entrar no meu quintal para atacar o meu cão quando ainda era cachorro. Quando saio de casa ou estou a chegar a casa, tenho que esperar dentro do quintal ou dentro do carro, respectivamente, se o portão automático dos vizinhos estiver em processo de abertura ou fecho. Sou obrigada a manter os gatos fechados em casa com receio que sejam uma tentação demasiado forte para a referida cadela e esta salte para o lado de cá. Em Março do ano passado atacou quase até à morte uma das cadelas com que partilha o quintal há vários anos (são três cadelas num quintal de cerca de 100m2); o ataque, que presenciei, durou uns bons 5 minutos: abocanhou a outra cadela (uma Cocker) pela traqueia, sacudiu-a no ar várias vezes e só a largou quando ficou inanimada. Animal adorável esta pastor alemão! O filho mais novo dos donos, um rapaz de 12 ou 13 anos, gritava histericamente à janela da sala, mas não se atreveu a vir ao quintal impedir o ataque. Além de adorável, pode-se confiar nela em relação às crianças, como pude verificar. No Inverno passado, arrancou à dentada um bocado da chapa da vedação que separa os nossos quintais nas traseiras, arranjando um buraco suficiente grande para passar. Não chegou a passar porque a filha adulta do casal se encontrava em casa e controlou-a. Também nessa altura, o pobre rapaz de 12 ou 13 anos só saiu de casa quando a irmã lhe garantiu que a cadela estava presa na corrente. Foi a única situação em que vi prenderem a cadela a uma corrente, circula o tempo todo livremente pelo quintal.
No bairro onde moro, por causa dos cães agressivos, circula-se mais no alcatrão do que no passeio com receio de se ser mordido através ou por cima das vedações. As salutares caminhadas são um inferno de ladridos e rosnados.
Ninguém é mais "Pelos Animais" do que eu: tenho seis animais (quatro gatos, um cão e uma tartaruga), dos quais quatro são adoptados e dois nascidos cá em casa. O meu canito (chamo-lhe canito não por ser pequeno porque pesa 30 kg, mas por ser um pachola) foi educado para ser sociável. Está vacinado, desparasitado, registado e “chipado”, o último por opção nossa e não por obrigação legal. Desde o dia que o adoptei, sempre o passeei à trela, permitindo que pessoas de todas as idades o mimassem e promovendo o contacto e amizade com outros animais. Nunca demonstrou o menor sinal de agressividade. Os meus gatos abusam descaradamente dele nas suas brincadeiras. Porque é que o meu canzarrão é assim? Porque é um membro da família e da sociedade, porque conhece outros horizontes que não apenas os muros do quintal, porque não é um símbolo de status social nem está connosco para colmatar as nossas inseguranças. É um amigo. Não foi comprado porque os amigos não se compram, não é de raça porque somos gente imbuída de espírito democrático e, portanto, contra todas as formas de elitismo e racismo (incluindo o canino), não existe para colmatar as nossas inseguranças porque, para isso, inventaram há muito tempo os alarmes e as câmaras de vigilância, muito mais eficazes que um cão de guarda que é facilmente envenenado pelos ladrões.
Concordo quando afirmam que qualquer cão é potencialmente perigoso se não for educado de forma correcta. No entanto, devo informar-vos que em todas as experiências que tive ou testemunhei com animais violentos, são sempre os pastores alemães os protagonistas. No bairro onde vivi com os meus pais havia um pastor alemão macho, gigantesco, que sempre que fugia do quintal, todo o bairro ficava refém dentro das suas casas até que os donos o capturassem e prendessem novamente; chamava-se Zorba, deste não me esqueço porque era dos vizinhos da frente, e a partir de determinada altura até dentro do quintal o animal andava de açaime. Havia também uma cadela arraçada de pastor alemão de tal forma agressiva que no passeio à roda da casa dos donos as ervas cresciam à altura da canela, dado que ninguém se atrevia a passar nesse troço de passeio. Houve ainda o caso de uma senhora que foi atropelada, felizmente sem gravidade, por um autocarro quando, assustada, se atirou para a estrada para evitar ser mordida por um pastor alemão que conseguia projectar a cabeça para o lado de fora da vedação.
Daí que, amigos, não só sou contra as raças perigosas e concordo que devam ser proibidas na nossa sociedade, como AINDA sou contra a propriedade de cães, pelo menos em zonas urbanas, com mais de 25kg, sejam eles de que raça forem, e da propriedade de mais do que um cão com peso superior a 15kg, por imóvel, porque em conjunto criam o chamado “efeito matilha” tornando-se muito mais territoriais e, portanto, mais perigosos.
Os vossos direitos de gostarem desta ou daquela raça de cães ou de evitarem que vos roubem a TV, o fio de ouro o DVD ou qualquer outro objecto das vossas casas não pode, de forma nenhuma, sobrepor-se ao meu direito de circular livremente sem receio de ser incomodada, ferida ou até mesmo morta por um dos vossos adoráveis Pit Bull, Rottweiler, Dobermann, Pastor Alemão ou cruzado que não sabem educar. E como não há forma de verificar se as pessoas educam ou não os animais adequadamente, aqui temos uma proposta de lei que me parece muitíssimo sensata por parte dos nossos políticos. E ainda acerca dos nossos políticos, não digam mal deles. Afinal, eles saíram das nossas famílias portuguesas que, à semelhança do que se passa com os cães, muitas não sabem educar os filhos dentro dos princípios, escrúpulos e morais que as pessoas honestas, dignas e decentes deveriam ter, daí termos os políticos que temos. Se vasculharem bem a vossa genealogia, aposto que vão encontrar um vereador, presidente de câmara, secretário-de-estado ou quiçá até um ministro.
E àqueles que se escandalizam com o incentivo que a PSP e a GNR dão à população para denunciar a propriedade de tais animais, digo que isso são traumas do tempo do fascismo onde a denúncia era considerada “bufaria” política. Quando o fascismo acabou eu era apenas uma criança mas recordo-me muito bem das histórias macabras contadas pelos meus pais. Não me recordo, no entanto, de haver histórias de tortura ou prisão excessiva para aqueles que cometiam crimes de delito comum. As torturas e prisões abusivas estavam reservadas aos contestatários do regime. Tal não acontece nos dias de hoje. Felizmente, podemos expressar livremente os nossos pensamentos e tendências políticas, filosóficas e sociais sem que corramos o risco de ser abusivamente presos e torturados, portanto a denúncia de um crime ou de um comportamento social proibido não só é direito como é DEVER de todos os cidadãos conscienciosos e apreciadores do civismo.
Bem hajam por amar e respeitar todos os seres, humanos e restantes animais, os vossos e os dos outros.
Isabel D

Que pena não podermos esterilizar alguns politicos, que esses sim constituem um perigo para a sociedade!
Este projecto lei é mesmo à portuga, desresponsabilizar os mais fortes e matar os mais fracos, que tristeza.

O problema é de quem possui animais - destas ou de outras raças - e os instiga à maldade.
Não queiramos nós ser mais que qualquer animal; funciona tal e qual como um bebe humano, ou seja, depende da forma como é "educado"............... se for com agressao, violencia em adulto ...... poderá reagir de formas inesperadas :(

Temos de nos conscientizar que habitamos num pais terceiro mundista sem leis que protejam os animais ou as crianças. As leis defendem sim os prevaricadores de toda a especie que continuam impunemente a gozar com o civismo daqueles cidadãos que cumprem a Lei e a ordem.
Os animais são o reflexo dos seus donos. Se os senhores agentes da autoridade andassem a multar quem deixa os residuos solidos dos seus animais na rua, se multassem todos aqueles que deixam os seus animais à solta (sem trela ou açaime), se multassem todos aqueles que os seus animais atacam pessoas inocentes na rua, se multassem aqueles que deixam os seus bichinhos a ladrar à janela ou no quintal a noite toda seriam muito mais respeitados.
Apelo ao cumprimento das leis basicas do civismo já que as leis institucionais estão desvirtualizadas.
Criem leis, como existem no Reino Unido, em que as pessoas que têm animais são acompanhadas pelas autoridades afim de evitar o abandono e os maus tratos aos mesmos.
Sejamos humanos e respeitemos a vida sob as suas mais variadas formas. Todos os seres vivos, sejam eles racionais ou irracionais, merecem o direito a vida e o respeito aos seus direitos mais básicos.

A única coisa que eu me pergunto, é se em África também andam com os leões pela trela e com açaime. E já agora porque não andam tambem muitas pessoas assim.
Está mais que visto que a situação não se resolve por erradicação dos animais, mas por educação daqueles que têm ou queiram ter um animal destes. A culpa nunca é do animal, é sempre unica e exclusivamente do homem.

Estimados amigos,
Os meus parabéns pelo vosso blog e pela vossa página.
Sou dono de uma cadela Rottweiler adorável e também tomei a liberdade de escrever algumas palavras sobre a infame "Lei dos cães perigosos", que desde já gostaria de partilhar convosco em
http://semareianosolhos.blogspot.com/2007/10/lei-dos-ces-perigosos.html
Cumprimentos e continuação de bom trabalho,
João Correia

Tenho um cão filho de pai pastor Alemão e mãe Rottweiler, tem um espaço de 1000 m2 anda neste espaço solto, não faz barulho, qualquer pessoa lhe pode fazer festas, tem a sua personalidade forte e como qualquer animal é necessário conhecer o seu comportamento. Os outros cães fazem muito barulho mordem a quem se chega junto deles, andam soltos pela rua sem qualquer protecção, mas gosto deles. O curioso de tudo isto é que estou sempre a ser chamado a atenção pelo GNR ao ponto de ser ameaçado, que se o encontram na rua será abatido. Coitado do meu Tobias tem dois anos e meio é muito dócil e inteligente. É caso para dizer, "que perseguição".

Não existe cão perigoso, existe dono perigoso. Quando os cães são educados por pessoas boas e de boa indole, são amigos. O grande problema são donos que adestram para ataque. Como nunca sabemos como foram educados, devem sempre estar acompanhados e com guia. Cães considerados de temperamento manso muitas vezes mordem mais que raças descriminadas. Socorrer sempre um animal abandonado é nosso dever por amor aos animais. Perigoso é o ser humano!

Dou os meus parabéns à Pelos Animais por este artigo sobre a bsl, e por darem a cara por um assunto tão controverso e que me está a preocupar tanto, enquanto dona de uma american pit bull terrier, e , principalmente, enquanto defensora dos animais. se mais associações se unirem, e continuarem a promover a desmistificação destas raças, como é o caso da Associação Pit Bull Oeste, da qual sou sócia, tenho esperança que um dia se consiga reverter esta situação, e que os milhares de animais de raça PP, principalmente pit bulls, deixem de entrar para o corredor da morte...

No concelho da Amadora, distrito de Lisboa, a polícia tem ordens para abater a tiro, e na hora, qualquer animal de raça PP (potencialmente perigosa) se andar solto na rua.

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